Ruptura de abastecimento causa prejuízo às empresas

Uma das mais importantes funções do gerenciamento da cadeia de abastecimento é a eficácia do pipeline, que tem como principal elemento a eficácia da relação entre velocidade de ressuprimento e gestão de estoques.

Desde a década de 90, a maioria das cadeias logísticas tem procurado soluções que permitam trabalhar com baixo estoque, tendo como maior exemplo de sucesso o Sistema TOYOTA de Produção (just in time). Mas, na maioria dos casos, o céu não é azul, tendo em vista a falta de flexibilidade e confiabilidade na gestão dos processos envolvidos. E a conseqüência é a ruptura nas vendas.

 De acordo com estudos realizados pela A. C. Nielsen, apresentados na ExpoAbras no último dia 15/09, o nível de ruptura no Brasil, na interface logística entre a indústria e o varejo, é de 8%, de um total de R$ 87 bilhões em vendas previstas para este ano. Ainda segundo as mesmas pesquisas, cerca de 40% destes 8% (ou seja, 3,2%) são gerados por falta de sincronização na Logística entre as empresas e são considerados como “vendas perdidas”, somando o equivalente a R$ 2,784 bilhões.

 Portanto, fica aqui o nosso alerta aos gestores e Logística, para que procurem verificar as causas e quantificar os valores, visando o aumento da eficácia logística e da lucratividade do negócio. E lembre-se: uma venda só se concretiza com a entrega do produto na hora certa, na quantidade certa e no lugar certo.